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Banco digital que quebrou no Paraguai administrava mais de US$ 800 milhões em dinheiro público

G1
05 de Novembro de 2026 às 15:14
2 min de leitura
Banco digital que quebrou no Paraguai movimentava mais de 800 milhões de dólares em dinheiro público A quebra do Ueno Bank, um dos principais bancos do Paraguai e o maior banco digital do país em número de clientes, provocou uma crise que afeta cerca de 3 milhões de pessoas. A instituição administrava quase US$ 850 milhões em recursos públicos, incluindo dinheiro da Previdência e do Ministério da Saúde, o que também ameaça o pagamento de benefícios a aposentados. O colapso deixou clientes sem acesso às próprias contas bancárias, aplicativos e cartões. Entre os afetados estão muitos brasileiros que vivem no Paraguai e dependem dos serviços da instituição. A crise provocou protestos nas ruas de Assunção, capital paraguaia. Na terça-feira, manifestantes exigiram a devolução do dinheiro retido no banco e o impeachment do presidente do país, Santiago Peña. Os atos foram reprimidos pelas forças de segurança. Diante da repercussão do caso, o presidente da Câmara convocou uma sessão extraordinária para discutir a situação. A crise também provocou mudanças na cúpula do sistema financeiro paraguaio. O presidente do Banco Central renunciou ao cargo, enquanto oito diretores do Ueno Bank foram presos. As autoridades identificaram que o índice de solvência do banco havia caído para menos da metade do mínimo exigido pela legislação. Diante da situação, o Banco Central decretou uma intervenção na instituição. Até o ano passado, o presidente Santiago Peña era sócio do grupo controlador do Ueno Bank. O vínculo ampliou a pressão política sobre o governo em meio à crise. O banco também patrocinava a seleção paraguaia de futebol. Jogadores da equipe se manifestaram publicamente em solidariedade às pessoas afetadas pelo colapso. Alguns atletas também tinham dinheiro na instituição. A administração de quase US$ 850 milhões em recursos públicos pelo Ueno Bank é um dos pontos mais sensíveis da crise, já que envolve verbas destinadas a serviços e benefícios públicos, incluindo pagamentos a aposentados.
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