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Disputa dentro de facção motivou ataque que matou pastor e ajudante de pedreiro em Viana

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05 de Outubro de 2026 às 20:44
4 min de leitura
Disputa dentro de facção motivou ataque que matou pastor e ajudante de pedreiro em Viana

Pastor e ajudante de pedreiro são mortos a tiros em obra em Viana Uma disputa interna dentro de uma facção criminosa está por trás do ataque que matou o pastor Tiago Carlotti, de 35 anos, e o ajudante de pedreiro Maciel Oliveira, de 29 anos, e deixou outro trabalhador ferido em julho de 2024, no bairro Areinha, em Viana, na Grande Vitória. A Polícia Civil identificou três suspeitos de participação no crime. Um está preso e dois mortos. São eles: Jeferson França Gonçalves de Souza, vulgo “dumbo” (29 anos): foi preso preventivamente na data em 30 de setembro deste ano; Gabriel Lima Pires dos Santos, vulgo “boquela” ou “sombra (21 anos): morto em 2 de janeiro de 2025, em Soteco, Viana; Arthur Mauricio Pinto, vulgo “jhon” ou “xará” (21 anos): morto em 17 de janeiro de 2025, em Central Carapina, na Serra. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Segundo o chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Viana, delegado Cleudes Jr., os criminosos foram até uma obra para matar Maciel. Ele trabalhava como ajudante de pedreiro no local e, conforme a investigação, mantinha contato com uma antiga liderança do Primeiro Comando de Vitória (PCV). Segundo a polícia, os suspeitos chegaram à obra em um Volkswagen Gol branco, com placa clonada, e efetuaram vários disparos. Pedreiro repassava informações para antiga liderança Tiago Carlotti e Maciel Oliveira de Souza foram mortos a tiros em Viana, no Espírito Santo Divulgação/Polícia Civil De acordo com a investigação, em meados de 2024 houve uma disputa interna dentro do PCV, que provocou uma divisão na facção. Na época, um homem identificado como Marcelinho, conhecido como "Marcelinho do Vale do Sol", perdeu a posição de liderança na região e teria sido afastado pela própria organização criminosa. Segundo a DHPP, Maciel era amigo de Marcelinho. "A vítima continuou repassando informações para o Marcelinho, o que teria desagradado aqueles que assumiram o lugar da antiga liderança. Descobriram que ele (Maciel) estaria trabalhando como ajudante de pedreiro nessa obra no bairro Areinha e foram até lá para executá-lo", explicou o delegado. LEIA TAMBÉM: AGRESSÃO: Pai é preso após agredir a própria filha de 11 anos com cabo de vassoura em Vila Velha ACIDENTE: Motorista morre após carro invadir a contramão e atingir micro-ônibus com pacientes na BR-259 em Colatina Pastor foi morto por estar na obra Tiago Carlotti era pastor e realizava um trabalho social para ajudar pessoas envolvidas com o tráfico e usuários de drogas a deixar a criminalidade. De acordo com o delegado Cleudes Jr., ele estava dando uma oportunidade para Marciel e outro trabalhador tentarem abandonar o mundo do crime. As investigações apontaram que o pastor não era o alvo dos criminosos e, possivelmente, conhecer os atiradores, já que também era morador da região. "Ele foi morto como queima de arquivo. Ficou comprovado nos autos que ele não era alvo dos atiradores", afirmou o chefe da DHPP Viana. Ainda segundo o delegado, Tiago não tinha antecedentes criminais. Terceiro trabalhador conseguiu escapar Uma terceira pessoa que trabalhava na obra também foi alvo dos disparos. Ela conseguiu correr, mas foi atingida por tiros. Segundo o relato da vítima dado à polícia, um dos criminosos chegou a tentar atirar contra o seu rosto, mas a arma apresentou uma falha. Mesmo ferida, a vítima conseguiu se jogar de um barranco e permaneceu no local até a chegada do socorro. Três suspeitos foram identificados Jeferson França Gonçalves de Souza, Gabriel Lima Pires dos Santos e Arthur Mauricio Pinto Polícia Civil Três suspeitos foram identificados: Jeferson França Gonçalves de Souza , Gabriel Lima Pires dos Santos e Arthur Mauricio Pinto. Segundo a investigação, Jefferson era o responsável por dirigir o Gol branco utilizado no crime. Gabriel e Arthur teriam efetuado os disparos contra as vítimas. Gabriel foi assassinado cerca de cinco meses depois do crime, em 2 de janeiro de 2025, no bairro Soteco. Arthur também foi morto a tiros em janeiro do mesmo ano, no bairro Central Carapina, na Serra. Jefferson já estava preso por outros crimes, como tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo. A Polícia Civil representou pela prisão preventiva dele também pelo ataque ocorrido em Areinha. A medida foi cumprida e ele passou a responder pelos dois homicídios e pela tentativa de homicídio. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
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