Doações de Elon Musk para beneficiar partido de Trump reacendem debate sobre financiamento de campanha
Doações de Elon Musk para beneficiar partido de Trump reacendem debate sobre financiamento de campanha As doações do trilionário Elon Musk para beneficiar o partido de Donald Trump, reacenderam o debate sobre o financiamento da campanha. Daqui a menos de três semanas, os americanos vão às urnas eleger um novo Congresso. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Ele doou US$ 360 milhões desde 2025 – o equivalente a mais de R$ 1,8 bilhões. As doações marcam uma mudança no comportamento do empresário mais rico do mundo. Depois de trabalhar no recém-criado Departamento de Eficiência Interna no início do governo Trump, o trilionário rompeu publicamente com o presidente. Os dois chegaram a trocar insultos nas redes sociais. Mas as desavenças não duraram muito. Na semana passada, Trump deu a Musk a maior honraria científica dos Estados Unidos. E o trilionário se tornou uma espécie de consultor do Pentágono para tecnologias militares do futuro. Desde 2025, deputados do Partido Democrata, de oposição, têm pressionado por investigações contra Musk por conflitos de interesses na época em que trabalhou para o governo. A acusação é de que ele obteve vantagens em contratos bilionários assinados entre a Space-X e a Nasa. E obteve incentivos do governo para suas empresas. As leis de financiamento de campanha mudaram muito nos Estados Unidos nas últimas duas décadas. E são bem diferentes das brasileiras. No Brasil, o financiamento é quase todo público, doações de pessoas são limitadas e de empresas são proibidas. Já nos EUA, quase todo o recurso é de origem privada. Há limites para doações diretas para candidatos ou partidos. Mas hoje, os grandes doadores e até empresas podem destinar somas ilimitadas para uma espécie de comitê político. São os chamados Super-PACs. Eles são um elemento fundamental no jogo financeiro da política americana. São organizações privadas independentes, não ligadas diretamente aos candidatos, e que podem gastar o quanto quiserem em propagandas a favor de uma pessoa ou atacando adversários, desde que não doem o dinheiro diretamente para a campanha. Musk é dono de um Super PAC. E também fez doações milionárias para outros como o dele. É um modelo muito criticado por especialistas como Michael Kang Kank, da Universidade de Chicago, e o analista político Brian Rosenwald. Kank afirma que, com regras pouco rígidas, os mais ricos passam a influenciar ainda mais as eleições. E que, historicamente, os dois partidos se aproveitam disso e, depois, tem uma preocupação em especial em “satisfazer” seus doadores. Brian Rosenwald diz que Musk não necessariamente está em busca de troca de favores, mas quer financiar um governo alinhado com as suas posições. O analista político afirma que o modelo deixa as eleições ainda mais caras, com gastos ilimitados. E que nada disso é bom para a democracia. Doações de Elon Musk para beneficiar partido de Trump reacendem debate sobre financiamento de campanha Reprodução/TV Globo GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Musk gastou US$ 276 milhões desde julho para ajudar partido de Trump nas eleições de meio de mandato nos EUA Musk é trilionário de novo: fortuna chega a US$ 1,04 trilhão após disparada da SpaceX
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