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Empresário preso por fraude em venda de terrenos também é suspeito de dar golpes com empresa energia solar no ES

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21 de Julho de 2026 às 19:20
5 min de leitura
Empresário preso por fraude em venda de terrenos também é suspeito de dar golpes com empresa energia solar no ES

Vinicius Pires da Silva Allazio, 40 anos, foi preso por suspeita de fraude com venda irregular de terrenos em Vila Velha Divulgação/Sesp O empresário Vinicius Pires da Silva Allazio, 40 anos, que foi preso por suspeita de fraude com venda irregular de terrenos em Vila Velha, na Grande Vitória, também é investigado por supostos golpes envolvendo sua empresa do ramo de energia solar, a VP Solar. Segundo vítimas, a empresa recebia pagamentos adiantados por equipamentos e serviços de instalação que não eram entregues pela empresa de Vinicius Pires. Ao entrarem em contato, não conseguiam falar com ninguém e ficavam com o prejuízo. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Contra Vinicius havia dois mandados de prisões preventivas. O empresário foi detido, inicialmente, no dia 9 de julho, por estelionato, em um loteamento irregular na Barra do Jucu. Na ocasião, foi apreendido com ele um cheque de R$ 100 mil de uma das vítimas. "Ele praticou estelionatos com vendas de placas solares, e não satifeito, entrou no ramo de imobiliária, vendendo terrenos que nao eram dele", afirmou o delegado chefe do Departamento Especializada de Investigações Criminais (Deic), Gabriel Monteiro. De acordo com a investigação, Vinicius integra um grupo suspeito de comercializar terrenos pertencentes a terceiros utilizando documentos falsos em nome de uma empresa para dar legalidade às negociações. LEIA TAMBÉM: NOVA VENÉCIA: advogada morre em acidente de carro na ES-137; outras cinco pessoas ficaram feridas LINHARES: Mulher diz ter sofrido aborto após agressões recorrentes ao descobrir traições do marido DURANTE ABORDAGEM: Filho de coronel da PM é preso por tentativa de homicídio contra policiais na Serra Empresário é preso suspeito de aplicar golpes em terrenos de Vila Velha Segundo a Polícia Civil, ele utilizava documentos em nome de uma empresa para conferir falsa aparência de legalidade às negociações. Com o empresário, a polícia apreendeu um cheque de R$ 100 mil que, segundo a investigação, seria de uma das vítimas do esquema. "É um golpe complexo, envolvendo corretores, uma empresa de construção civil e vigílias. Ele mostrava para as vítimas que era legalizado, mas no final, não era. Ele vendia terrenos dentro de uma área de 62 mil metros quadrados, avaliada em R$ 670 milhões, com brigas judiciais", disse Monteiro. Estelionato com energia solar Contra Vinicius, havia um mandado de prisão preventiva por outro processo que apura também o crime de estelionato, dessa vez com relação ao ramo de energia solar, com recebimento de pagamentos por equipamentos e serviços de instalação que não eram entregues às vítimas. Além de Vinicius, o sócio dele também é citado nos processos. No entanto, não há informações de que ele seja alvo das investigações da Polícia Civil. Vítimas de golpe de energia solar Uma aposentada de 85 anos e uma igreja afirmam terem sido vítimas do empresário e de seu sócio. O advogado Lisandri Paixão Santana Lima Junior representa os dois. A aposentada, moradora do distrito de Timbuí, em Fundão, contratou, em outubro de 2024, a instalação de um sistema de energia solar no valor de R$ 65 mil e pagou R$ 50 mil de entrada. O prazo para entrega e instalação era de 70 a 100 dias e, segundo a defesa, expirou em janeiro de 2025 sem que o serviço fosse realizado. "A partir do momento que venceu o prazo, a empresa começou a prometer que iria fazer a instalação. Além do prejuízo do pagamento em si, há o prejuízo daquilo que deixou de ser usado", disse o advogado. Segundo Lisandri Paixão, a empresa começou a encerrar as atividades presenciais ainda no início de 2025. "No início de 2025, havia diversas lojinhas da empresa em vários locais, como Serra, Vitória e também no interior do Estado. A principal funcionava em Venda Nova do Imigrante", afirmou. Ainda de acordo com ele, as unidades físicas foram fechadas sob a justificativa de uma reestruturação. "Eles simplesmente encerraram a atividade e informaram que estariam se reestruturando, mas que haveria atendimento online. De fato, continuou o atendimento online, mas esse atendimento serviu só para ganhar tempo. A gente não conseguiu identificar ninguém que tenha recebido a entrega dos produtos. O que aconteceu foi o ajuizamento de diversas ações", disse. Igreja cai em golpe Outra vítima do golpe da empresa de energia solar é uma igreja evangélica da Serra, que afirma ter pago R$ 64.990 pela compra e instalação de um sistema de energia solar fotovoltaica. Segundo a ação, o contrato foi assinado em outubro de 2024 e previa a entrega do equipamento em até 100 dias, prazo encerrado em maio de 2025 sem que o serviço fosse concluído. A igreja afirma que tentou resolver o problema diretamente com a empresa e também por meio do Procon, mas não obteve sucesso. "É uma resposta para os cidadãos. Tivemos diversas vítimas, com prejuízos altos. Pessoas que fizeram financiamentos por produtos que não receberam e não irão receber. Serve para as pessoas se conscientizarem, procurarem a Polícia Civil para registrar ocorrência. Outras pessoas estão sendo investigadas e em breve serão alvo", finalizou o delegado-geral da PC, Jordano Bruno. Empresário preso por fraude em venda de terrenos é suspeito de dar golpes com empresa energia solar no Espírito Santo Reprodução Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
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