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Justiça proíbe deputada Índia Armelau de incentivar demissão de trabalhadores por escolhas políticas

G1
27 de Outubro de 2026 às 17:42
2 min de leitura
Justiça proíbe deputada Índia Armelau de incentivar demissão de trabalhadores por escolhas políticas

MPT abre investigação após Índia Armelau fazer posts sugerindo que patrões demitam funcionários que apoiaram Lula Reprodução/TV Globo e Reprodução/Instagram A Justiça do Trabalho atendeu parcialmente a um pedido do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) e determinou, em decisão liminar nesta terça-feira (27), que a deputada estadual Índia Armelau (PL) não incentive empregadores a discriminar, demitir ou perseguir funcionários por causa de suas convicções políticas. Depois do 2º turno, Índia, a deputada estadual mais votada do RJ, usou as redes sociais para sugerir que empresários investiguem as manifestações políticas de seus funcionários e dizer que não faz sentido patrões manterem “quem odeia empresários”. “Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez ‘L’”, escreveu. “Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários”, postou. Índia tem mais de 1 milhão de seguidores no Instagram. Nesta terça, o MPT ajuizou uma ação civil pública contra a parlamentar em que questiona “eventual prática de conduta que incentive a realização de dispensa discriminatória por empregadores”. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Agora no g1 Na decisão, o juiz do Trabalho Leonardo Saggese Fonseca destaca que “sendo a ré uma integrante do parlamento, mas do que qualquer outro cidadão, deve prezar pela liberdade de expressão, desde que respeitosa, deve fomentar a democracia e aceitar as diferentes opções políticas de cidadãos e trabalhadores, sem utilizar de discursos e falas que podem gerar pela sua leitura ou escuta, sentimentos de ódio, perseguição ou discriminação.” A liminar também determina que a deputada retire as publicações que motivaram a ação de sites, redes sociais e aplicativos de mensagens. O descumprimento prevê multa diária de R$ 5 mil, após o prazo de 48 horas para cumprimento da decisão. O que disse a deputada Em vídeo, Índia Armelau disse ainda que seus posts eram em apoio à campanha “Não Contrate Quem Odeia Empresário” e negou ter defendido demissões em massa. Afirmou que, como empresária, não quer contratar pessoas que considera contrárias aos empresários e defendeu que empregadores conservadores contratem quem tenha o mesmo pensamento político. Ao comentar a anunciada apuração do Ministério Público do Trabalho (MPT), a parlamentar alegou cerceamento da liberdade de expressão. Também voltou a defender a divisão do Brasil entre apoiadores do PT e conservadores e fez declarações depreciativas sobre o Nordeste, associando a região à violência, ao analfabetismo e à pobreza.
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