Katie Zacharia: quem é a porta-voz da Casa Branca que durou menos de uma semana no cargo
Nova secretária de imprensa de Trump confunde marido com presidente dos EUA A nova secretária de imprensa do governo dos Estados Unidos, Katie Zacharia, deixou o cargo nesta sexta-feira (16), após menos de uma semana no posto, segundo o jornal "The New York Times" e a rede de TV Fox News com base em fontes da Casa Branca. ➡️ Ex -comentarista da rede de TV Fox News, Zacharia virou o centro das atenções da Casa Branca nesta semana após estrear no posto em uma coletiva de imprensa na qual não conseguiu responder a perguntas de jornalistas e expressou nervosismo. Jornais dos EUA também revelaram que a porta-voz, apresentada por Trump como advogada, não tirou a licença para advogar. Ela admitiu, em entrevista, não ter passado na prova. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O governo dos EUA ainda não havia confirmado a informação até a última atualização desta reportagem. Nesta tarde, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter dito a Zacharia que reconsiderasse o cargo à frente da comunicação da Casa Branca. Trump, que escolheu a porta-voz, afirmou que "talvez o cargo não seja para ela". Ela entrou no cargo há apenas cinco dias, em substituição a Karoline Leavitt. Leavitt, um dos grandes nomes do governo Trump, pediu demissão para se dedicar à família. Nova porta-voz do governo Trump, Katie Zacharia, faz sua primeira entrevista coletiva na Casa Branca, em Washington, D.C., nos Estados Unidos, em 13 de outubro de 2026. REUTERS/Kevin Lamarque Na noite de quinta-feira, Zacharia admitiu que não foi aprovada no exame para exercer a advocacia nos Estados Unidos, ao contrário do que havia afirmado. Ela se apresentava nas redes sociais e em programas de televisão como advogada e assessora jurídica. E afirmou que trabalhou como advogada em um escritório em Pequim, onde morou após seu marido ser transferido para a China. No entanto, as credenciais jurídicas de Zacharia foram postas em xeque depois que ela deu uma resposta vaga sobre onde havia sido aprovada no exame da ordem. 👉 Zacharia formou-se em Direito pela Universidade Pepperdine em 2011, mas obter o diploma não habilita automaticamente alguém a exercer a profissão. Em uma entrevista à Fox News na quinta-feira, o apresentador Sean Hannity perguntou-lhe: "A senhora fez o exame da ordem, mas não foi aprovada, correto?". "Sim", respondeu ela. Em uma entrevista anterior ao veículo conservador Real America's Voice, Zacharia gerou dúvidas sobre a veracidade de suas credenciais. Na entrevista, ela disse que se inscreveu para fazer o exame, mas estava "distraída e sobrecarregada" com os planos de mudança para a China com o marido. "Os resultados são, de certa forma, irrelevantes, porque eu sabia que não precisaria do título de advogada na China", disse ela. No entanto, cidadãos estrangeiros não podem prestar o exame da ordem na China, embora possam realizar certos trabalhos jurídicos em escritórios de advocacia chineses. Na entrevista com Hannity, foi questionada se havia feito o exame uma segunda vez, ao que ela respondeu: "Não fiz". "Tive quatro filhos em seis anos", disse ela. "Nunca foi minha intenção exercer a advocacia". Zacharia disse na Real America's Voice que "muitas pessoas do setor" haviam lhe garantido que ela poderia atuar como advogada, dado o seu diploma em direito e a experiência em direito empresarial que obteve na China. Ela acrescentou que poderia "oferecer análises jurídicas, não consultoria jurídica". A organização de ética política Campaign for Accountability solicitou, na quarta-feira, que a Ordem dos Advogados da Califórnia iniciasse uma investigação. "Na Califórnia, intitular-se advogado sem licença não é um exagero; é crime", afirmou a organização em um comunicado à imprensa. Zacharia conduziu sua breve primeira coletiva de imprensa na terça-feira e respondeu apenas a perguntas de três jornalistas. A republicana substitui Karoline Leavitt, uma aliada convicta do presidente Donald Trump que liderou uma estratégia de comunicação agressiva contra a mídia tradicional antes de renunciar, em agosto, para dedicar mais tempo à família. Agora no g1
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