Mãe denuncia creche após menino de 2 anos aparecer com hematoma no rosto no litoral de SP
Mãe afirma ter sido informada sobre o machucado cerca de uma hora após deixar filho na creche Arquivo Pessoal Uma mulher afirma que o filho, de dois anos, apareceu com um hematoma roxo no rosto após frequentar uma creche municipal de Praia Grande, no litoral de São Paulo. Ao g1, ela contou que foi avisada sobre o machucado cerca de uma hora depois de deixar o menino na unidade. Segundo a mãe, a equipe escolar avisou a família sobre o ocorrido por mensagem no WhatsApp. No entanto, o recado dizia que o menino já havia chegado com o hematoma à Escola Municipal Esmeralda dos Santos Novaes, no bairro Jardim Quietude (veja acima). ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. "Tentaram insinuar que o roxinho veio de casa, mas eu falei: 'Pode puxar as câmeras, meu filho foi com o rostinho limpo'. Daí acionaram a Secretaria de Educação", afirmou. Em nota, a prefeitura informou que tomou conhecimento do ocorrido por meio da Secretaria de Educação (Seduc) e apura os fatos. A pasta ressaltou o compromisso com a "segurança, o bem-estar e a integridade física e emocional dos alunos, bem como com a adoção das medidas administrativas cabíveis, assegurando a devida apuração dos fatos". Agora no g1 De acordo com a mãe, o episódio ocorreu na terça-feira (20). Dois dias depois, ela se reuniu com representantes da Secretaria Municipal de Educação e soube que uma das funcionárias da sala havia sido afastada. "Eles não me passam o que ocorreu de verdade com meu filho, não me passam o porquê ela vai responder", lamentou a mãe. A mulher contou que está apreensiva por não saber o que aconteceu com o filho e teme que outras crianças passem por situação semelhante caso a funcionária seja transferida para outra unidade escolar. “Algo grave aconteceu para um funcionário ser excluído da escola”, disse. A mãe registrou um boletim de ocorrência por lesão corporal no 1º Distrito Policial Praia Grande. Menino de 2 anos chegou de creche com hematoma na testa. Antes, ele havia sofrido com episódios de mordidas Arquivo Pessoal Histórico de hematomas Segundo a mãe, essa não foi a primeira vez que o menino voltou para casa com marcas pelo corpo. Ela afirmou que, nos seis meses em que a criança frequenta a creche, precisou assinar registros de ocorrências relacionadas a mordidas. A mulher contou que a escola atribuía os machucados a quedas ou a disputas com colegas por brinquedos. No entanto, durante a reunião com a Secretaria de Educação, segundo ela, nenhum registro envolvendo o aluno foi encontrado no caderno de ocorrências da unidade. "Foram diversas ocorrências e não acharam nenhuma. “Então, falaram que vão apurar o desaparecimento das ocorrências do meu filho no caderno e também as imagens da cuidadora”, afirmou. Ainda de acordo com a mãe, o menino passou a chorar na porta da sala e a resistir a entrar na classe. “Eu desconfio que ela [funcionária afastada] tenha tampado a boca dele, algo do tipo, pois negaram que ele ter apresentado qualquer reação [ou] choro. Por isso eu preciso saber a verdade”, disse. Procurada, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) não se posicionou sobre o caso até a última atualização desta reportagem. Menino voltou de creche com marcas de mordidas em algumas ocasiões Arquivo Pessoal VÍDEOS: Tudo sobre Santos e Região
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