PF investiga ameaças e ataques racistas contra deputada federal Talíria Petrone na internet
Deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ), em imagem de arquivo Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (3), uma operação para investigar crimes de ameaça, injúria racial, racismo e violência política praticados na internet contra uma deputada federal e seus familiares. Um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Eleitoral do Distrito Federal foi cumprido no município de Teresópolis (RJ). A TV Globo apurou que a vítima das ameaças foi a deputada reeleita Talíria Petrone (PSOL-RJ). Em nota, Talíria Petrone afirmou que tomou conhecimento da operação pela imprensa e que, ao longo dos dez anos de vida pública, recebeu "muitas ameaças. Entre elas, planos de morte articulados pela milícia, no mesmo estado em que minha amiga Marielle foi executada" "A violência política, o racismo e as ameaças não podem ser tratados como parte da rotina de quem exerce um mandato público. É fundamental que o Estado dê uma resposta a esses crimes de violência política de gênero", diz a nota da parlamentar (leia íntegra abaixo). Segundo a PF, a investigação teve início em agosto de 2026, após o envio de mensagens eletrônicas com ameaças de morte e ataques racistas e misóginos direcionados à parlamentar e à sua família, além da divulgação não autorizada de dados pessoais da vítima. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp. Os investigadores identificaram um suspeito de autoria das mensagens, que havia sido preso em Teresópolis por suspeita de envolvimento em outro crime. "As diligências buscam reunir novos elementos para esclarecer as circunstâncias dos fatos e aprofundar a apuração das condutas investigadas", informou a PF. Agora no g1 Íntegra Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pela deputada Talíria Petrone: Estou há dez anos na vida pública e, ao longo dessa trajetória, recebi muitas ameaças. Entre elas, planos de morte articulados pela milícia, no mesmo estado em que minha amiga Marielle foi executada. Tomei conhecimento da Operação Mahin pela imprensa e considero fundamental que todos os inquéritos instaurados sejam conduzidos até o fim e que os responsáveis sejam identificados e punidos. Esses crimes não podem ser naturalizados nem ficar impunes. A violência política, o racismo e as ameaças não podem ser tratados como parte da rotina de quem exerce um mandato público. É fundamental que o Estado dê uma resposta a esses crimes de violência política de gênero. Quando ameaças, ataques racistas e episódios de violência política não são devidamente investigados, abre-se espaço para que continuem acontecendo. Não podemos aceitar que a intimidação seja utilizada como instrumento para tentar silenciar mulheres, principalmente mulheres negras e de esquerda que ocupam espaços na política. A nossa presença na política fortalece a democracia e contribui para avançar em pautas que são de interesse da maioria do povo brasileiro. Quanto mais mulheres ocuparem os espaços da política em nosso país, mais protegidas estaremos. Por isso, é preciso investigar e responsabilizar os envolvidos para que possamos ter paz para fazer política no Brasil. LEIA TAMBÉM: FALTA DE MÉDICOS, FILAS E MORTES: os desafios de Celina Leão para a saúde pública do DF ENTENDA O QUE PODE VIR À TONA: Justiça quebra sigilo de documentos da morte de Tancredo Neves Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
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