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ES registra recorde de seis casos de mpox em apenas uma semana; total no ano chega a 17

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06 de Novembro de 2026 às 22:14
6 min de leitura
ES registra recorde de seis casos de mpox em apenas uma semana; total no ano chega a 17

Mpox pode causar lesões na pele e bolhas Reprodução/TV Globo O Espírito Santo chegou a 17 casos confirmados de mpox em 2026 até o início de novembro. Segundo o boletim da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), deste total, seis foram registrados apenas na última semana epidemiológica — o maior número registrado no período neste ano. Ao longo deste ano, os casos foram registrados em sete municípios: Cariacica, Colatina, Cachoeiro de Itapemirim, Linhares, Serra, Vila Velha e Vitória. Ainda de acordo com informações da pasta, todos os 17 casos confirmados até o momento são de pessoas do sexo masculino. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Faixa etária e sintomas A maior concentração de casos ocorridos em 2026 no estado está na faixa etária de 30 a 39 anos, com seis registros. Em seguida, estão pacientes com 20 a 29 anos e 40 e 49 anos, com cinco casos cada. Entre os pacientes, os sintomas foram febre súbita, erupções cutâneas, fraqueza, dor de cabeça, dor de garganta, íngua, dor muscular, calafrios e dores nas articulações. Comparação com 2025 O número de casos registrados neste ano corresponde a pouco menos da metade do registrado no mesmo período em 2025, quando foram confirmados 38 casos. Na época, foram 33 casos em pacientes do sexo masculino e seis em pacientes mulheres. Brasil autoriza compra de 20 mil doses de vacina contra a doença O Ministério da Saúde autorizou a compra de até 20 mil doses da vacina contra a mpox para reforçar os estoques do Sistema Único de Saúde (SUS). A medida foi anunciada em meio à alta recente de casos da doença no Rio de Janeiro, apesar da queda de 94% nas infecções registradas no país em relação a 2022. Brasil autoriza compra de até 20 mil doses de vacina contra mpox Adobe Stock LEIA TAMBÉM: TRAGÉDIA: adolescente de 13 anos morre após sofrer parada cardíaca em voo do ES para SP ASSISTA: Vídeo mostra momento em que policial militar dá soco e quebra nariz de mulher durante briga por política em Vila Velha DESASTRE DE MARIANA: 'não é seguro': 11 anos depois, pescadores temem voltar ao mar e indígenas deixam de pescar no ES A pasta também enviou, nesta quarta (4), mais 2 mil doses da vacina ao estado do Rio de Janeiro para reforçar as ações de prevenção e resposta à doença. Com a nova remessa, o total de doses destinadas ao estado em 2026 chegou a 3,5 mil. Segundo o ministério, novos envios poderão ocorrer conforme a necessidade. Como mostrou o g1, os casos de mpox estão em alta no Rio de Janeiro. Nos últimos dois meses, a capital confirmou mais de 70 infecções pela doença, sete vezes o número registrado no mesmo período do ano passado. Neste ano, o país também confirmou 665 casos, contra mais de 10 mil registrados em 2022. Apesar da redução expressiva, o governo considera necessário manter a vigilância e garantir a disponibilidade de imunizantes para atender às demandas dos estados. A aquisição foi alinhada em reunião realizada nesta quarta-feira (4) e será feita por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Segundo o Ministério da Saúde, a compra tem caráter preventivo e estratégico. O objetivo é recompor os estoques de vacinas e garantir que o SUS tenha capacidade de resposta diante de possíveis mudanças no cenário epidemiológico. Quem pode receber a vacina contra mpox? A estratégia nacional de vacinação prioriza pessoas vivendo com HIV/aids que apresentam contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células/mm³, grupo considerado de maior risco para desenvolver formas graves da mpox. O esquema de vacinação prevê duas doses, com intervalo de 28 dias entre as aplicações. A orientação do Ministério da Saúde é que essas pessoas procurem os Centros de Referência onde já realizam acompanhamento médico para fazer o cadastro e, posteriormente, agendar a vacinação. Outros grupos também podem receber doses remanescentes do imunizante: Pessoas vivendo com HIV/aids com contagem de CD4 inferior a 200 células/mm³; Usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP); Profissionais de laboratório que manipulam amostras de mpox. Agora no g1 Quais são os sintomas e quando procurar atendimento? Pessoas que apresentarem sintomas compatíveis com mpox, como lesões ou erupções na pele, devem procurar um serviço de saúde para avaliação. Durante o atendimento, os profissionais investigam possíveis exposições ao vírus, orientam sobre os cuidados necessários e, quando indicado, realizam a coleta de amostras para diagnóstico laboratorial. Quem teve contato próximo com uma pessoa com suspeita ou confirmação da doença também deve procurar atendimento para avaliação do risco de exposição. Nesses casos, é importante monitorar o aparecimento de sinais e sintomas, como: Lesões na pele; Febre; Aumento dos linfonodos. O monitoramento da mpox é realizado pelo Ministério da Saúde em articulação com as secretarias estaduais e municipais de saúde. As ações incluem identificação e notificação de casos suspeitos, investigação epidemiológica, diagnóstico laboratorial, isolamento das pessoas infectadas e identificação e orientação de contatos. Vacinação após contato pode evitar a infecção A vacinação contra mpox também pode ser utilizada após a exposição ao vírus. Segundo o Ministério da Saúde, a recomendação é que o imunizante seja aplicado preferencialmente nos primeiros quatro dias após o contato. A vacinação também pode ocorrer em até 14 dias após a exposição. Mas nesse intervalo a efetividade para evitar a infecção é menor. Ainda assim, a imunização pode contribuir para reduzir o risco de evolução para formas graves da doença. Mpox pode matar? Entenda os sintomas, a transmissão e o tratamento Embora seja considerada de baixo risco para a população em geral, a mpox pode provocar complicações graves e até levar à morte, especialmente em pessoas com a imunidade comprometida, como pacientes com HIV sem tratamento adequado, transplantados e pessoas em tratamento contra o câncer. Segundo especialistas da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a letalidade nos surtos globais mais recentes geralmente ficou abaixo de 1%. A principal forma de transmissão é o contato direto com lesões na pele, secreções ou mucosas de pessoas infectadas. O vírus também pode ser transmitido pelo beijo e durante relações sexuais, embora a mpox não seja classificada como uma infecção sexualmente transmissível (IST) clássica. A transmissão por gotículas respiratórias é possível, mas exige contato próximo e prolongado. Os primeiros sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço e aumento dos gânglios, conhecidos como ínguas. Depois, podem surgir bolhas na pele, que evoluem para lesões com pus e, posteriormente, crostas. A doença costuma durar de duas a quatro semanas, e o risco de transmissão praticamente desaparece quando todas as crostas caem e a pele está completamente cicatrizada. Na maioria dos casos, o tratamento envolve controle da dor, da febre e cuidados com as lesões. Em situações graves, pode ser utilizado o antiviral tecovirimat. Entenda como o vírus da mpox infecta o corpo humano Foto: Ana Moscatelli/Arte g1 Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
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